por Gabriel Dread
Tecido, trama
Emaranhado fuso-horário
Teia da vida
Areia que se esvai
Verde vida natural
Vim te ver viver
Onde e quando
Não há tempo
O Tempo
por Mario Quintana
O despertador é um objeto abjeto.
Nele mora o Tempo. O Tempo não pode viver sem nós,
[para não parar.
E todas as manhãs nos chama freneticamente como
[um velho paralítico a tocar a campainha atroz.
Nós
É que vamos empurrando, dia a dia, sua cadeira de
[rodas.
Nós, os seus escravos.
Só os poetas
os amantes
os bêbados
podem fugir
por instantes
ao Velho... Mas que raiva impotente dá no Velho
quando encontra crianças a brincar de roda
e não há outro jeito senão desviar delas a sua cadeira
[de rodas!
Porque elas, simplesmente, o ignoram...
"Le Temps detruit tout" [O Tempo destrói tudo!]
(por Gaspar Noé, no filme Irréversible)
O Tempo
por autor desconhecido
O Tempo perguntou pro Tempo
Quanto Tempo o Tempo tem
O Tempo respondeu pro Tempo
Que o Tempo tem tanto Tempo
Quanto Tempo o Tempo tem.
O Tempo é o tema do Tertúlia Virtual de Fevereiro. Clique aqui e participe também. (ainda dá tempo!)
Outras visões sobre O Tempo:
Dica de Luma Rosa
Foto: Medieval Clock, por Mateusz Stachowski (Mattox)





9 comentários
Gabriel,
obrigado por participar e dar esse destaque em sua postagem, com todos os links da TERTULIA VIRTUAL.
Dia 15 de Março tem outra. Dia 1º anunciaremos o NOVO TEMA e dia 14 abriremos as inscrições! Esperamos que participe.
Forte abraço
Olá Gabriel,
Lindo o seu poema sobre O Tempo!
Gostei de conhecer o seu espaço.
Obrigada também por sua visita.
Abraços.
O tempo foi tecido por nós e agora vivemos emaranhados nesta trama...
Obrigada pela visita! Seja bem-vindo!
Abraço!
Ficamos contentes com tua adesão Gabriel. Foi bom vir aqui e encontrar este admirável Quintana, sempre um sábio.
Grato por tua visita. Encontraremos mais vezes.
Abraço.
Ótimo que tenha aderido à essa idéia. Não esquece que é todo dia 15 de cada mês. Este mês o tema ainda não foi escolhido.
Estou lendo um livro "Melhores poemas de Mário Quintana" Seleção de Fausto Cunha e tem um poema que se refere ao tempo, veja:
AH! OS RELÓGIOS (Mario Quintana)
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
Uma graça ele!! Bom fim de semana!
* Meu link tá errado (tudo bem)! :=)))
Beijus
Nossa! Obrigada, ainda hoje isto rende visitas. Bem disse o PL, que é para que nosso relacionamento aqui dentro cresça, e assim funciona mesmo. Tenho sempre procurado pessoas, ainda nao deu tempo de ir em todos, mas chegamos lá e outros chegam na gente. Muito legal! Terá um outro agora dia 9, vc deve entrar ta no meu blog, se quiser te mando o link do assunto, é sobre exclusão social... TOpas?
Adorei seu tempo...
Depois voltarei pra te ler melhor, bjus con
Fazia tempo que passava aqui e não lia novidades, e deparo com poesias sobre o tempo.
O tempo que tanto quero e o tempo que tanto perco...
Que bom que voltaste!
Abraço
Adorei o seu tema para o tempo.
JU
Olá amigo. Afinal há muitas formas de ver e descrever o tempo, o seu post é exemplo disso. Estas blogagens têm sempre uma enorme vantagem: o de encontrarmos pessoas com pontos de vista diferentes (ou até mesmo coincidentes) que acabam por complementar aquilo que conhecemos ou não. Gostei da sua abordagem. Um abraço.
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