quarta-feira, 29 de abril de 2009

Postagens em seu contexto original usando o Google Reader

Existe um intenso debate na blogosfera sobre a questão Você sempre se pergunta:
É melhor usar um agregador de feed (como o Google Reader) ou ler as postagens em seu contexto original, realizando visitas aos blogues que acompanha regularmente?

Seus dilemas acabaram!
Chegou o botão "Próximo" Google Reader agregator Tabajara!
Com ele, você nunca mais vai perder as postagens de seu blogue preferido e ainda vai ver o conteúdo em seu contexto original. E o melhor de tudo: fazer tudo isso assinando os feeds de seus blogues favoritos no Google Reader!
Quanto você pagaria por isso?

Não fale ainda, porque você ainda leva grátis integração com o Google Friend Connect. Quanto você estaria disposto a pagar por tudo isso?

Não responda, porque você ainda leva grátis a integração com o sistema de seguidores do Blogger.

E sabe quanto você paga por isso?
Nada, é "di grátis"!

É o tutorial Irradiaondo Luz #comofaz para ler postagens em seu contexto original usando o Google Reader.
Basta seguir 5 simples passos:

1-Vá ao Google Reader e faça login com sua conta Google.

2-Clique em "Configurações, no canto direito superior da tela.


3-Clique em "Produtos


4-Arraste o Link "Próximo para a barra de links do seu navegador.


5-Pronto!

Agora é só clicar no botão, que você irá automaticamente para a postagem mais recente do seu GReader, no próprio blogue que publicou o feed.

Gostou? Comente!
Detestou? Reclame!

AXÉ
Gabriel Dread

domingo, 26 de abril de 2009

O que é Creative Commons?

Creative Commons(CC): alguns direitos reservados - que palavrão é esse?
Não sei se você já reparou no rodapé do meu blogue, pode-se ler:
Licença Creative Commons
Creative Commons License

Mas afinal, o que significa isso??
Segundo a Wikipedia, Creative Commons (tradução literal:criação comum; também conhecido pela sigla CC) pode denominar tanto um conjunto de licenças padronizadas para gestão aberta, livre e compartilhada de conteúdos e informação (copyleft), quanto a homônima organização sem fins lucrativos estadunidense que os redigiu e mantém a atualização e discussão a respeito delas.
Não entendeu?

Significa que o CC funciona bem diferente do do famoso Cêzinho "Copyright", ou Direito Autoral.
O Direito Autoral "protege" a obra, ou seja, ela não poderá ser usada sem autorização do autor. Por que isso é ruim? Porque se a obra é protegida pelo "C", para que alguém possa aproveitar uma vírgula que seja desta obra, terá que arcar com uma burocracia incrível...

As licenças Creative Commons (Cê Cê), por outro lado, foram idealizadas para permitir a padronização de declarações de vontade no tocante ao licenciamento e distribuição de conteúdos culturais em geral (textos, músicas, imagens, filmes e outros), de modo a facilitar seu compartilhamento e recombinação, sob a égide de uma filosofia copyleft.

As licenças criadas pela organização permitem que detentores de copyright (isto é, autores de conteúdos ou detentores de direitos sobre estes; neste Blogue sou eu, Gabriel Dread) possam abdicar em favor do público de alguns dos seus direitos inerentes às suas criações, ainda que retenham outros desses direitos.

Segundo o site do Creative Commons Brasil, O CC é um novo sistema, construído com a lei atual de direitos autorais, que possibilita a você compartilhar suas criações com outros e utilizar música, filmes, imagens, e textos online que estejam marcados com uma licença Creative Commons.

No caso deste blogue aqui (Irradiando Luz), eu optei pela licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5 Brasil License.
Isso significa que você pode copiar, distribuir, exibir e executar a obra, ou até mesmo criar obras derivadas.
Basta que você atribua o que usou, referenciando na sua obra o original, colocando o seguinte link:

No entanto, essa liberdade toda tem uma restrição:
Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais.

Entendeu?

Não?

Então veja esta animação, de apenas 6 minutos e 43 segundos, criada pelo pessoal do CêCê, que explica isso de uma maneira engraçada e interessante (pra não falar criativa):

Creative Commons - Seja Criativo (Get Creative)
-no site da Creative Commons
ou
-no YouTube

Já está em português, claro...

E aí, o que você achou? Você usa(ria) o CêCê em suas obras? Por que?
Deixe um comentário com a sua opinião! Saia do anonimato...
Movimento Blog Voluntário

Esta postagem faz parte do Movimento Blog Voluntário, uma ação voltada ao combate do analfabetismo digital. É também a versão online do Dia Global do Voluntariado Jovem, que na verdade, são três. Dias 24, 25 e 26 de abril, pessoas do mundo inteiro trabalham para melhorar o ambiente global e local.
Funciona assim, os blogs escrevem posts para ajudar pessoas iniciantes no mundo virtual. Os melhores posts serão publicados em um e-book, livro em PDF, que servirá guia para essa galera.

Ctrl C + Ctrl V nessa idéia! E faça a diferença na vida de muita gente.

sábado, 25 de abril de 2009

Boa Viagem

por Irene Ribeiro de Castro Siqueira*

    Existe em minha terra, velha terra povoada de lendas e histórias, uma passagem estreita e profunda entre dois barrancos, que o povo chama a “Cova da Boa Viagem”.
    Por que esse nome “Boa Viagem” quando a passagem é estreita e escura, no solo e nos lados apontam pedras, tudo enfim que possa dificultar a marcha do cavaleiro?
    Os homens se benzem assustados ao penetrar nela, as mulheres murmuram preces para o descanso eterno daquelas almas das quais as cruzes ali existentes mantém viva a presença.
    O eco das passadas dos cavalos ressoa lugubremente, lembra gemidos...
    Tal denominação nos encabulava e uma vez uma velha negra, remexendo no fundo de sua memória já cansada de tanto ver, de tanto ouvir, deu-nos a chave do enigma.
    Foi há muito tempo...
    A pretensiosa cidadezinha de hoje era apenas a Picada do Campo Grande da Conquista de Goiás.
    A descoberta do ouro em Goiás agitava os aventureiros. A “Picada” via passar aqueles homens que iam em busca do ouro e que muitas vezes voltavam com ele.
    À entrada daquele povoado humilde, destacava-se uma casa, a casa de Seu Salustiano.
    Ali os viajantes pousavam. Seu Salustiano era a própria gentileza, recebia-os amavelmente; peritas escravas tornavam sua cozinha afamada e a bela Dona Otília era a hospedeira perfeita.
    Conseguia dar ao seu recato de mineira tal graça e tal encanto, que os olhos dos viajantes, cansados de contemplar serras e montes, cansados de tanto interrogar o horizonte sobre a distância que os separava do alvo, esses olhos descansavam ao ver-lhe a figura gentil.
    À noite, na varanda, à luz das estrelas, os viajantes conversavam com o dono da casa. O ambiente era propício a confidências... Os forasteiros se deleitavam aos encontrar naquelas brenhas um espírito alegre e compreensivo.
    E falavam, falavam...
    Às vezes eram apenas planos, planos para a conquista da riqueza, planos esboçados ou já frustrados; mas de outras, era as vozes alegres daqueles que levavam consigo, como mensageiros ou proprietários, ouro, muito ouro.
    Um vinho cálido lhes destravava a língua, e Seu Salustiano, maneirosamente, os olhos brilhando no escuro, indagava tudo: o que levavam, quanto levavam, se não tinham medo dos aventureiros e ladrões que infestavam aquelas paragens.
    E os hóspedes, amáveis, se abriam.
    Finalmente, o dono da casa os aconselhava que fossem dormir, que era tarde, que precisavam madrugar.
    Os viajantes se deitavam em leitos macios, cheirando a alfazema, e, entre dois bocejos, elogiavam a bondade de Seu Salu, a beleza de Dona Otília.
    Na cozinha, dois escravos esperavam o patrão.
    As informações sobre o ouro que levavam eram cuidadosamente transmitidas aos pretos e lá saiam eles dentro da noite e iam para a emboscada, à entrada da estreita passagem.
    Madrugada escura, levantava-se Dona Otília; era-lhes servido um gostoso café e Seu Salu acompanhava-os até a porta desejando-lhes uma “Boa Viagem!”
    E assim caminhavam para a morte, levando com eles os votos amáveis de Seu Salu que lhes desejara “uma boa viagem”.
    Era a última voz humana que ouviam.
    O compasso dos cascos dos cavalos repetiam “Boa viagem!”, “Boa viagem!”

*minha querida Vó Nena, mãe de meu pai... nascida em Itapecerica-MG, professora, advogada, servidora pública aposentada, mãe de 4 filhos, avó de 7 netos, bisavó... e também escritora!

Encontros e Desencontros
Esta postagem faz parte da blogagem coletiva Encontros e Desencontros, do Blog Palavrentas e Escrevedores, da Aléxia. O textos serão publicados no blogue dela com o devido link.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Minha entrevista ao António Rosa do «Cova do Urso»

Entrevista publicado originalmente no blogue Cova do Urso. Publico aqui algumas passagens da entrevista, gentilmente autorizado pelo querido António Rosa. Leia a entrevista completa em seu contexto original, no blogue Cova do Urso.
Conheço o taurino Gabriel ‘Dread’ Siqueira (5/5/1981) da blogoesfera, destas caminhadas intermináveis pela net. Mas o curioso é que primeiro conheci outros projectos do Gabriel e só depois é que fui parar ao «Irradiando Luz». Fiquei fascinado pelo movimento de simplicidade deste jovem amigo e companheiro. É um movimento em espiral e sempre para cima. É uma pessoa com uma Luz incrível e que transmite isso no que faz. É dono de um dos blogues mais inspiradores que conheço. Vive em Floripa, Santa Catarina, Brasil. É interessante tentarmos saber porque os habitantes preferem usar o nome de Floripa, em vez do convencional Florianópolis.

Além da sua actividade profissional e bloguística, o Gabriel exerce muitas outras actividades. Como ele próprio diz: «Faço parte do Bando Árvore Sagrada, onde atuo como artista, cantor, músico, percussionista, ator, capoeirista e dançarino... em um espetáculo musical criado coletivamente, inspirado na lenda do berimbau e na cultura bantu afro-brasileira…»

É das pessoas que visito na blogoesfera que melhor põe em prática a generosidade na arte de blogar: sabe citar e lincar tudo aquilo que lhe interessa. A sua entrevista, mais abaixo, é um exemplo do que afirmo. São poucos os blogueiros [bloguistas, em brasileiro] que demonstram tanta generosidade, citando outros. Para percebermos o espírito do Gabriel basta vermos que título ele escolheu para a sua lista de linques: «I-rmandade virtual». Com facilidade ele deixa comentários começando por ‘I-rmão’. Acho isto uma delícia.

O que tenho aprendido contigo, Gabriel. Imenso. Grato. Um abraço, I-rmão.

Os seus blogues:


Gabriel Siqueira, sua esposa Renata e a filha do casal,
a geminiana Nara Rosa, que vai fazer 1 ano no dia 30 de Maio.

Porque decidiu criar os seus blogues, nomeadamente o Irradiando Luz? Pode contar a sua história? Tem objectivos? A que nichos se destinam?

Minha primeira postagem no Irradiando Luz foi originalmente intitulada "Eu tenho um blog?" [depois mudei o título para "Olho Nunca Viu"], publicada em 14 de Março de 2007. No começo, como fica óbvio pela postagem que citei, eu não tinha um objetivo claro, e usava o blogue apenas como um repositório de textos interessantes que eu sentia que precisava compartilhar com outras pessoas. Na época, eu não entendia muito bem o conceito de web 2.0 e achava que blogues eram apenas diários virtuais mantidos por adolescentes modernos.

Eu tinha na época dois amigos do "mundo real" que eram blogueiros, o Tom "Osama da Paz", do blogue Jornalista Terráqueo e o Pedro F. do blogue Dez Mil Platôs. Com eles, comecei a perceber o potencial da ferramenta. [Ironicamente, hoje os dois blogues que me inspiraram estão abandonados por seus autores, mas seus textos ainda estão lá para nosso desfrute.]

Daí, me dei conta que eu poderia usar o Irradiando Luz para "irradiar energia positiva às trevas da era da obesidade de informações".

Tenho meu foco em três principais temas, que aparentemente não tem relação alguma, mas que tem tudo a ver com minha vida pessoal (real, fora da Matrix): espiritualidade, teoria das organizações e o cotidiano.


Meu objetivo ao mesclar temas tão diversos e fazer esses diferentes mundos conversarem entre si. Eu tenho a sensação que, em muitos casos, falta às pessoas espiritualizadas [conectadas a seu Eu mais profundo] um senso de organização que permita a potencialização de suas vocações naturais. Já no mundo da administração, o que mais falta é a espiritualidade como ética nos negócios. Assim, eu costumo alternar postagens sobre os diferentes temas, para provocar essa "miscigenação" ideológica.

Tem prazer em blogar? Qual o seu prazer?

Tenho prazer em compartilhar. Acredito que um dos principais fundamentos do novo ser humano e da nova organização que estão surgindo no século XXI é o compartilhar incondicional. Sinto satisfação em doar incondicionalmente meus aprendizados, seja no mundo espiritual, seja no mundo organizacional ou na minha vida cotidiana. Se eu tenho uma idéia e você tem outra, e nós trocamos, nós dois saímos mais ricos, cada um com duas idéias.

Além do mais, meu nome é Gabriel, que significa "aquele que traz a palavra de Deus". Encaro a divulgação de idéias e propósitos elevados como uma missão de vida. Assim, sou apenas um canal. Antes de escrever, procuro sempre me concentrar, meditar e entrar em contato com minha pura essência, para servir melhor aos propósitos elevados aos quais fui designado por meu Eu Superior.



Considerando que cada pessoa vê o sucesso à sua própria maneira, como define um blogue/bloguista/blogueiro de sucesso?

Considero que um blogueiro tem sucesso quando faz postagens de qualidade, independentemente do nicho em que atua. Considero que um blogue se torna referência quando passa a ser citado em outros blogues de qualidade, como é o caso do Cova do Urso ou do UsuárioCompulsivo.

Que medidas adoptou para atingir o sucesso com os seus blogues?

Como falei antes, me preocupo com a qualidade e relevância de minhas postagens. É um chavão, mas terei que repetir a frase: "quer ter sucesso com seu blogue? Invista em conteúdo". Além disso, gosto de trabalhar no layout do blogue, customizando modelos e colocando widgets e ferramentas que vejo em outros blogues e gosto. Acredito que um layout simples e limpo retém os visitantes e fortalece a fidelidade. Alguns blogues que me ajudaram muito nesse aspecto: o já citado UsuárioCompulsivo, Dicas Blogger [da maravilhosa Juliana Sardinha], IceBreaker do Sérgio Estrella, blosque.com [da Nospheratt, "a mente mais sistemática da web", segundo Johnny Rox] e o Blogando 2.0, do Digão da Web.

Quando um blogue nasce, o autor tem que se esforçar para torná-lo conhecido e ter leitores. Que fez para dar a conhecer o seu blogue? Usou ferramentas especiais, conviveu com outros blogues, etc.?

Conforme mencionei na minha postagem "O Google me liberou", a minha estratégia é firmar parcerias de longo prazo com blogues que admiro e que considero que têm qualidade. Nesta categoria, gostaria de citar o Mobilidade, Bando Árvore Sagrada, Luz de Luma, yes party!, Hoje é um Bom Dia, UsuárioCompulsivo, Kazuya-kun, Nipocultura.com.br, Diário de uma mãe-mulher-humana e Cova do Urso, claro!

Além disso, sites de indexação de blogues, como o BlogBlogs e o diHITT também foram boas ferramentas de divulgação.

Mais recentemente, estou usando o twitter (@gabrieldread) e sugerindo links no Ocioso, Uêba e Colméia, apesar de os visitantes provenientes destes sites não se tornarem leitores fiéis, em sua maioria.

Participar de blogagens coletivas, como a Tertúlia Virtual e as propostas pelo Fio de Ariadne, também atrai visitantes que podem se tornar "seguidores". Desde que seja produzido um conteúdo de qualidade, claro!

É necessário um blogue ter um nicho definido ou é possível atingir o sucesso sem pertencer a um nicho?

Boa pergunta... acho que no meu caso, tenho três nichos diferentes, o que dificulta um pouco ter sucesso nos três. Se a medida de sucesso for popularidade, o único nicho que realmente vai trazer um retorno expressivo é dos chamados meta-blogues, ou seja, blogues que falam de blogues. Se a medida de sucesso for escrever com qualidade e reter leitores, independente da quantidade deles, daí acho que qualquer blogue pode ter sucesso nos mais diversos nichos. Há espaço para todos.

Lê outros blogues? Que métodos utiliza? Vai aos blogues que aprecia ou usa o sistema de leitor de feeds?

No início, eu adicionava os blogues que gostava aos favoritos do Firefox e aos links do Irradiando Luz. Depois de um tempo, comecei a virar visitante assíduo de diversos blogues diferentes, e daí precisei dar um passo adiante e usar o GoogleReader. Gosto dele porque funciona online, de qualquer computador que eu esteja usando, além de ter integração com o Google Friend Connect e a ferramenta "Seguidores" do Blogger. Apesar de usar esta ferramenta de leitor de feeds, sempre visito os blogues que gosto mais, para deixar comentários e ver a postagem em seu contexto original.

Quais os blogues que considera um sucesso hoje em dia (independentemente do nicho) e qual foi a lição que você aprendeu?

Mais uma vez, a lição é: ter conteúdo de qualidade e firmar parcerias com outros blogues de qualidade. Cito novamente todos os que citei acima, e mais alguns.

Espiritualidade: Cova do Urso, Alimento Cristal "de GRAÇA" Cósmica - grupo essênio, Palavras de Osho, A Dinâmica do Invisível, Navegante do Infinito

Meta-blogues: UsuárioCompulsivo, Dicas Blogger, IceBreaker, blosque.com, Blogando 2.0

Cultura e arte: Bando Árvore Sagrada, Nipocultura.com.br, Telma Scherer

Cotidiano: Mobilidade, Luz de Luma, yes party!, Kazuya-kun, tiroteio, Não vá se perder por aí..., Nota Zero

Humor: Hoje é um Bom Dia, Johnny Rox

Maternidade: Diário de uma mãe-mulher-humana, Mamíferas, Morada do bebê

Assino embaixo de todos estes blogues como os melhores nos nichos em que atuam.

É possível fazer amizades na blogoesfera?

Com certeza. Você, António, é um grande amigo que conquistei na blogosfera. Além da Astrid, da Juliana Sardinha, do Usuário Compulsivo, da Luma Rosa... a lista vai longe...

Que recomenda para tornarmos os nossos blogues mais conhecidos na blogoesfera?

Fortalecer a Irmandade blogueira através de parcerias verdadeiras e investir em conteúdo de qualidade, além de manter um visual simples e layout fácil de ser entendido mesmo pelas pessoas não-familiarizadas com blogues.

Muito obrigado, Gabriel.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Irradiando Luz à Cova do Urso



O António Rosa, veterano da Escola de Astrologia Nova-Lis e um grande amigo virtual, publicou hoje uma entrevista comigo em seu blogue, Cova do Urso, um magazine de astrologia.
Na entrevista, além de falar sobre a história do Irradiando Luz, meu caminho como blogueiro, técnicas de blogagem e divulgação que utilizo, respondi também algumas perguntas mais pessoais, como quais são meus blogues preferidos, sobre o prazer e o sofrimento no ato de blogar, entre outros! Confira em:
Entrevista a Gabriel Dread, do «Irradiando Luz»

Nosso bate-papo faz parte de uma série de entrevistas a blogueiros sobre a arte de blogar. Em sua humildade costumeira, António lançou a proposta de entrevistar diversos blogueiros da seguinte maneira:
Há inúmeros blogues que aprecio e sempre tive interesse em conhecer o pensamento dos seus autores sobre o seu projecto na net. Enchi-me de coragem e enderecei a alguns autores de blogues uma entrevista, que aceitaram responder. Estava à espera do oposto, que não aceitassem.
É uma iniciativa maravilhosa, principalmente no sentido de fortalecer a irmandade blogueira e trazer maior visibilidade a nichos e categorias "discriminados" na blogosfera, como espiritualidade, atrologia e auto-conhecimento.
Além de mim, António entrevistou também:
-Astrid Annabelle, dos blogues «Navegante do Infinito», «Ma Jivan Prabhuta» e «A Dinâmica do Invisivel»;
-Ana Cristina, do «Astrologicamente»;
-Fada Moranga, do «Fada Moranga», «Fada Moranga’s Pocoyo Gallery» e «Amor & Coentros».
-Patrícia Azenha, do «Princesa Esquimó»;

Somos todos UM!
Mas isso é só o começo, sei que o António ainda tem entrevistas muito boas na manga, para serem publicadas. Fiquem ligados!
E comentem!

Abração e Positivas Vibrações
Gabriel Dread

terça-feira, 21 de abril de 2009

Blogagens coletivas dos próximos dias

Participar de blogagens coletivas é quase sempre uma boa. As propostas das blogagens me ajudam ao fornecer uma proposta de tema, o que me instiga e desafia a gerar idéias inovadoras. Além disso, blogagem coletiva é uma boa oportunidade de conhecer novos blogues interessantes, fortalecer parcerias e abrir minha mente para outros pontos de vista além do meu. Nos próximos dias, haverá 3 blogagens coletivas muito interessantes:
Movimento Blog Voluntário

O Movimento Blog Voluntário é uma ação voltada ao combate do analfabetismo digital. É também a versão online do Dia Global do Voluntariado Jovem, que na verdade, são três. Dias 24, 25 e 26 de abril, pessoas do mundo inteiro trabalham para melhorar o ambiente global e local.
Funciona assim, os blogs escrevem posts para ajudar pessoas iniciantes no mundo virtual. Os melhores posts serão publicados em um e-book, livro em PDF, que servirá guia para essa galera.

Ctrl C + Ctrl V nessa idéia! E faça a diferença na vida de muita gente.

Para participar, acesse http://www.blogvoluntario.org.br/
1) Cadastre-se no "campo de cadastro";
2) Insira o selo do movimento no seu blog;
3) Nos dias 24, 25 e 26 de abril faça um, dois ou quantos posts quiser sobre qualquer assunto que ajude alguém iniciante a usar o computador ou internet. Artigos, tutoriais, exemplos...vale tudo. Vai da sua criatividade adequar o tema ao seu blog.

Encontros e Desencontros
O Blog Palavrentas e Escrevedores, da Aléxia convida você para participar de uma "mistureba de letras".
Você pode escrever: um conto, uma crônica, um poema, ou até mesmo representar o tema (Encontros e Desencontros) por uma foto, pintura...

Para participar, acesse http://palavrentaseescrevedores.blogspot.com/2009/04/encontros-e-desencontros.html
- Deixe um comentário dizendo que quer participar;
- Copie e cole o selinho em seu blog;
- Escreva um texto com o tema: Encontros e Desencontros, até o dia 25/04/2009;
- Os textos deverão ser enviados para escritores.unidos@gmail.com, no dia 25/04/2009, até a meia noite. (não esqueçam de se identificar)

O textos serão publicados no blogue da Aléxia com o devido link.

O Filme da Minha Vida
Cinema é uma linguagem universal. E maravilhosa. O Blog Fio de Ariadne, depois de propor a blogagem coletiva "O Livro da Minha Vida", agora lança mais um desafio, desta vez no mundo cinéfilo: Qual o filme da sua vida?
Missão difícil. A Vanessa, autora da proposta, faouq eu até aceita uma lista dos 10+, mas reforça que seria mais interessante falar sobre AQUELE filme que mudou sua vida.

Para participar, acesse http://fio-de-ariadne.blogspot.com/2009/03/blogagem-coletiva-o-filme-da-minha-vida.html
1. Deixe seu nome e blog na caixa de comentários até o dia 27 de abril;
2. leve um dos selos da coletiva;
3. Faça um post sobre o evento no seu blog, contendo este passo-a-passo e divulgue o selo;
4. Prepare na data marcada - dias 29 e 30 de abril- um post falando sobre o filme, sobre a experiência de assisti-lo, o que marcou, o que quiser falar sobre ele. Trata-se do seu filme preferido e, e claro, você é quem manda.

Agora, mãos à obra!

Seu blog é roxie! Adorei!!Pra fechar esta postagem, agradeço à Luma Rosa pelo selo que "ganhei" dela: "Seu blog é roxie! Adorei!!"
Regras do meme:
1ª- Exibir a imagem do selo “Seu blog é ROXIE!” e escrever essas regras abaixo dele.
2ª- Colocar quem te deu o selo nos seus blogs indicados (amigos).
3ª- Escrever 5 coisas que são ROXIE (1- sobre música, 2- televisão e cinema, 3- três países que sonha em conhecer, 4- três cores favoritas, 5- três hobbies).
4ª- Indicar 10 blogs que você ache ROXIE.
5ª- Avise a pessoa que você indicou, deixando um comentário para ela.

Como a Luma bem falou em sua postagem, regras são feitas para serem quebradas. Pois bem, vou seguir a metodologia dela (adaptada):
Prestem atenção: O selinho/meme será repassado aos 10 primeiros blogues que comentarem esta postagem. Um sorteio, por assim dizer!

Bom, vamos agora ao item 3... admito que nem sei o significado da palavra roxie, mas pelo contexto, intuí que é uma coisa boa.
Por isso, vou escrever o que gosto nos assuntos propostos:

1- Música: reggae, reggae reggae. Falei três vezes? Reggae no Mato!
2- Televisão e cinema: Não tenho TV, graças a Jah! Cinema, aguarde a blogagem coletiva supra citada...
3- Três países que sonha em conhecer: Jamaica, Cuba e Índia. O primeiro, pela cultura RastafarI, o segundo por uma curiosidade sociológica e o terceiro por conta de minhas experiências espirituais.
4- Três cores favoritas: Verde do verde que foi derramado. Amarelo do ouro que nos foi roubado. Vermelho do sangue que foi derramado. RastafarI!
5- Três hobbies: Cantar, tocar música, e atuar. Resumindo tudo isso: Bando Árvore Sagrada!

AXÉ!

sábado, 18 de abril de 2009

Reinações de Narizinho


Reinações de Narizinho é um livro infantil de autoria de Monteiro Lobato (1931). É o livro que serve de propulsor à série que seria protagonizada no Sítio do Picapau Amarelo.
Apresenta os personagens de grande sucesso: Emília, a boneca que fala, Pedrinho e Narizinho, as crianças que partem nas aventuras, o Visconde de Sabugosa, o sabugo de milho que é um sábio, Dona Benta, Tia Nastácia, o Marquês de Rabicó e outros.
O livro é composto de várias pequenas histórias, previamente publicadas, compostas em capítulos. Algumas histórias são plenamente originais, enquanto outras histórias são interessantes combinações utilizando histórias e personagens já conhecidos, como a visita dos personagens do Mundo das Maravilhas, incluindo as princesas Branca de Neve e Cinderela e Aladim. (Fonte: Wikipédia, a Enciclopédia Livre)
O ano era 1993, eu estava na 5a série e estudava na PRIMA Escola, montessoriana. Como filosofia da escola, não havia obrigação de leitura, mas nossas professoras nos incentivavam a cultivar o hábito de ler, realizando visitas freqüentes à biblioteca.
Foi numa destas visitas que me deparei com aquela bela coleção de livros do Monteiro Lobato. Eram 15 volumes em capa dura com todas as histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo. Quando eu era menor, assistia a série que passava na TV Cultura, mas aqueles eram tempos tão remotos que a minha memória mal alcançava. Só foi o suficiente para instigar minha curiosidade.... resolvi pegar "As Reinações de Narizinho", primeiro da série. Posso afirmar com orgulho que, ao preencher a ficha de leitura do livro, constatei que era o primeiro a retirá-lo da escola, possivelmente o primeiro a folhear a brochura, descolando as páginas recém impressas, com cheirinho de novas..
Foi uma revolução para mim, em vários aspectos. Na época eu não era um leitor assíduo, tinha apenas 12 anos. Aquele livro tinha uma linguagem muito complicada, eu só havia lido obras infanto-juvenis modernas e com vocabulário simplificado. Mas a minha vontade de desvendar o maravilhoso mundo que se descortinava à minha frente era maior. Nem aquelas grossas sobrancelhas de um homem com nome de lobo foram suficientes para me afastar da preciosidade que caíra em minhas mãos.
Acho que a paixão pela leitura surgiu logo na primeira história. Se bem me lembro, era ambientada no fundo do rio do sítio. A boneca Emília caia dentro do rio, ou era roubada por um peixe, não tenho certeza porque nunca mais reli o livro. Mas ainda hoje consigo evocar a sensação de estar submerso, um pouco ressabiado e me sentindo sufocado pela falta de oxigênio. As imagens da aventura fantástica de Emília e Narizinho ao reino submarino ficaram para sempre gravadas em minha memória.
Depois de devorar os 15 volumes da biblioteca da escola, não parei mais de ler... até hoje! Costumo ler muito, todos os dias, e perco a conta de quantos livros eu leio por ano. A qualidade das minhas leituras também é resultado dessa iniciação, pois a linguagem complexa de Monteiro Lobato fez com que eu me esforçasse para compreender seu vocabulário rico, e seu estilo inconfundível moldou meu gosto por obras de qualidade. Marcas que carrego com orgulho pelo resto de minha vida. E que definiram a pessoa que sou hoje.
Só tenho agradecimentos a Monteiro Lobato, na minha opinião o melhor autor de histórias infanto-juvenis do mundo lusófono.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O prazer é desnecessário?

Acredito que o prazer não é necessário nem desnecessário. Ele é inerente à existência. O estado Crístico ou Búdico ocorre quando se "aceita os desígnios do Pai" ou quando se "atinge o Nirvana". O que isso significa? Aceitar que o sofrimento existe, da mesma maneira que o prazer. Ambos são transitórios. Um não existe sem o outro.

O caminho de cada ser humano é viver da maneira mais fluida possível. Isso significa, por um lado, sofrer menos, por saber que o sofrimento é passageiro. Mas também significa se apegar menos ao prazer, pois este também passará.

Nas sábias Palavras de Osho:
Essencialmente, você é divino; por isso, qualquer coisa que lhe aconteça é apenas um momento passageiro. Não se deixe distrair por ele.

Se for um prazer, observe-o; se for uma dor, observe-a. O prazer passa, a dor passa - são apenas como nuvens passageiras no céu infinito do seu ser.

O céu não é afetado pelas nuvens. Podem ser nuvens de chuva, podem ser lindas nuvens brancas, não importa - o céu permanece imaculado.

Osho, em "Meditações Para o Dia"
Este é o "Lado B" da minha postagem O sofrimento é necessário?
*Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva

Um tema mensal todo dia 15

Foto: begin Ana_Cotta

terça-feira, 14 de abril de 2009

Brasil ponto a ponto


O que precisa mudar no Brasil para a sua Vida mudar de verdade? Por quê?
O que precisa mudar no Brasil: a mentalidade de país sub-desenvolvido que deve crescer a qualquer custo. As dádivas que a natureza nos deu são degradadas a cada dia por empresários e políticos em busca de números e lucros que provam que o Brasil está "melhorando". Campanhas políticas para presidente enfatizam indicadores de crescimento econômico, enquanto a Terra é agredida e a riqueza não é distribuída. Quero um lugar cercado de natureza e tranqüilidade para criar minha filha e viver em paz.

Esta foi a resposta que publiquei no site da Campanha Brasil Ponto a Ponto.

O que é a campanha Brasil Ponto a Ponto?
Brasil Ponto a Ponto é uma campanha liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, que busca conhecer os pontos de vista das pessoas para construir um país mais justo. Os pontos de vista postados em nosso site serão usados para definir o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU. Todos os brasileiros podem participar registrando a sua opinião. Participe! É fácil e rápido! Basta acessar http://www.brasilpontoaponto.org.br e postar sua resposta em vídeo ou texto.

A campanha Brasil Ponto a Ponto ficará aberta para participação da população até 15 de abril de 2009. Em maio, o PNUD lançará um documento com os resultados desse processo de consulta pública.

O que é um Relatório de Desenvolvimento Humano?
É um documento produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, desde 1990. O Relatório discute um tema importante para o Desenvolvimento Humano e divulga o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Um Relatório internacional é produzido todos os anos. Além desse Relatório, cada um dos 166 países que compõem o PNUD pode preparar o seu Relatório Nacional, que tratará de um tema importante no contexto daquele país.

Nesse momento, o Brasil está preparando o seu próximo Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional e a campanha Brasil Ponto a Ponto é a primeira fase desse processo.

Como posso participar da elaboração do novo Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional?
Sua opinião é fundamental para a escolha do tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional. Para participar, registre a sua opinião no site www.brasilpontoaponto.org.br estará aberto para o registro de respostas até o dia 15 de abril de 2009. Participe!

Quem coordena a campanha Brasil Ponto a Ponto?
A campanha Brasil Ponto a Ponto é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O PNUD é a rede global de desenvolvimento da Organização das Nações Unidas, presente em 166 países. Seu mandato central é o combate à pobreza. Trabalhando ao lado de governos, iniciativa privada e sociedade civil, o PNUD conecta países a conhecimentos, experiências e recursos, ajudando pessoas a construir uma vida digna e trabalhando conjuntamente nas soluções traçadas pelos países-membros para fortalecer capacidades locais e proporcionar acesso a seus recursos humanos, técnicos e financeiros, à cooperação externa e à sua ampla rede de parceiros.

Para maiores informações sobre o PNUD, acesse http://www.pnud.org.br

sábado, 11 de abril de 2009

A Ressurreição de Cristo


A Paixão da Páscoa segundo os "Atos de João" [condenada pela Igreja Católica]
A passagem dos "Atos de João" que relata a crucificação e Ressurreição de Jesus Cristo foi lida e condenada no Concílio de Nicéia, em 325 d.C.
É a afirmação mais iluminadora que nos resta da visão gnóstica cristã primitiva:
E quando ele foi pregado na cruz, a escuridão recaiu na sexta hora sobre toda a terra.
E eis que meu Mestre estava de pé no meio da cova, iluminando-a, e disse:
"João, para a multidão lá em Jerusalém eu estou sendo cruxificado e perfurado por lanças e varas; vinagre e fel me foram dados para beber. Mas a você eu digo e preste atenção no que digo. Secretamente eu lhe fiz subir este monte, para que aprendesse o que um discípulo deve aprender do seu mestre, e o homem de Deus."
Com essas palavras ele me mostrou-me uma cruz de luz, e em volta da cruz uma multidão indefinida. E naquela cruz de luz havia uma forma e uma aparência. E sobre a cruz eu vi o próprio Mestre e ele não tinha forma alguma, mas apenas voz; e uma voz não como a que nos era familiar, mas uma voz doce, suave e verdadeiramente de Deus, dizendo-me:
"João, é necessário que haja um que ouça de mim essas coisas, pois tenho necessidade de alguém que as ouça. Esta cruz de luz é às vezes chamada por mim de Palavra, para seu benefício; é chamada às vezes de Mente, às vezes Jesus, às vezes Cristo, Porta, Caminho, Pão, Semente, Ressurreição, Filho, Pai, Espírito, Vida, Verdade, Fé, às vezes Graça.
Assim ela é para os homens. Mas o que é na verdade, como concebida em si mesma e expressa entre nós, é a delimitação de todas as coisas, e a firme elevação de coisas fixas surgidas de coisas instáveis, e a harmonia da sabedoria - da sabedoria que é harmonia.
Mas há forças de direita e forças de esquerda, potências, poderes angelicais e demoníacos, poderes eficazes, ameaças, explosões de ira, diabos, Satanás e a raiz inferior da qual surgiu a natureza do Vir a Ser. E assim é essa cruz que uniu espiritualmente o Todo e que demarcou o domínio da mudança e o domínio inferior, e que fez com que todas as coisas se elevassem.
Não é aquela cruz, a cruz de madeira que você verá quando descer daqui; tampouco sou eu a quem você não consegue ver, mas cuja voz só você pode ouvir, o que está na cruz. Eu fui considerado ser o que não sou, não sendo o que era para muitos outros: o que eles dirão de mim é desprezível e não merecido por mim. Aqueles que nem me vêem nem podem nomear o lugar do silêncio, muito menos poderão ver o Senhor.
A multidão de muitas feições que se aglomera em volta da cruz é a natureza inferior. E se aqueles que você vê em torno da cruz não tem ainda uma forma particular, então todas as partes daquele que desceu ainda não se uniram. Mas quando a natureza da humanidade tiver sido elevada e uma geração de homens movidos por minha voz aproximar-se de mim, você, que me ouve agora, estará unido a ela e o que agora é não será mais. Mas você então pairará acima daqueles, como eu agora.
Porque enquanto você não se chamar a si próprio de meu, eu não serei o que sou. Quando você me ouvir, porém, será um ouvinte como eu próprio. Pois isso você é através de mim.
Por isso não se preocupe com os muitos e despreze os profanos. Saiba que eu formo um todo com o Pai e o Pai um todo comigo. Nada do que eles dirão de mim eu terei sofrido. Mesmo a paixão que eu revelei a você e aos outros, na dança circular, eu gostaria que fosse chamada de mistério. Pois o que você é, o que você vê, eu lhe mostrei: mas o que sou, apenas eu sei e nenhum outro homem. Permita-me então ficar com o que é meu, mas o que é seu, observe através de mim; e veja-me em minah essência, não pelo que eu disse que era, mas como você, que é meu próximo, me conhece.
Você ouviu dizer que eu sofri, mas não sofri."
"Um não-sofredor eu fui, porém sofri.
Perfurado eu fui, porém não injuriado.
Pendurado eu fui, porém não pendurado.
Sangue escorreu de mim, mas também não escorreu."
"Em resumo, o que eles dizem de mim, isso eu não sofri; mas o que eles não dizem, eu sofri. O que é, eu insinuo num enigma, pois sei que você compreenderá. Conheça-me, então, como o louvor da Palavras, a transfixação da Palavra, o sangue da Palavra, a ferida da Palavras, o pendurado da Palavras, o sofrimento da Palavras, a cravação da Palavras, a morte da Palavra. E assim em meu discurso distingui o homem de mim mesmo.
Primeiro, portanto, conheça a Palavra, a natureza interna, o significado. Então, você conhecerá o Senhor e, por último, o homem e o que ele sofreu."

Quando ele acabou de dizer-me isso e ainda mais, que eu não sei dizer como ele gostaria que eu dissesse, ele se levantou e ninguém na multidão o viu. E quando eu desci, ri de todos, porque ele me contara o que tinham dito a seu respeito. Retive esta única coisa em mim mesmo: que o Senhor realizava tudo simbolicamente, para a conversão e salvação dos homens.

Fonte: CAMPBELL, Joseph. As Máscaras de Deus - v. 3. Mitologia Ociental. São Paulo: Palas Athena, 1994.
Foto: Sacred Heart of Jesus, por mike52ad

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A Paixão de Cristo

A Paixão da Páscoa segundo os "Atos de João" [condenada pela Igreja Católica]
A passagem dos "Atos de João" que relata a crucificação e Ressurreição de Jesus Cristo foi lida e condenada no Concílio de Nicéia, em 325 d.C.
É a afirmação mais iluminadora que nos resta da visão gnóstica cristã primitiva:
Então, antes de ser levado pelos judeus sem lei, que haviam recebido sua lei da serpente sem lei*, ele reuniu todos e disse: "Antes que eu me entregue a eles, oremos ao Pai um hino de louvor, para assim ir ao encontro do que virá."
Então, ele pediu-nos para formarmos um círculo, de mãos dadas, e se colocou no centro. E disse: "Respondam-me com Amém". Então começou a cantar um hino de louvor:
"Glória a ti, Pai!
Glória a ti, Graça
Glória a ti, Espírito Divino!
Gloria a ti, Santíssimo
Gloria a ti, Transfiguração
Louvamos a ti, Pai!
Damos graças a ti, ó Luz,
Onde não há trevas!
E portanto damos graças e direi:
Serei salvo e salvarei!
Serei liberto e libertarei!
Serei ferido e ferirei!
Serei gerado e gerarei!
Serei consumido e consumirei!
Ouvirei e serei ouvido!
Eu, que sou todo espírito, serei conhecido!
Serei purificado e purificarei!
A Graça ritma a dança circular.
Eu tocarei a flauta.
Dancem todos em círculo!
Eu prantearei, pranteem todos.
O Número Doze marca o compasso da roda nas alturas!
A todos e a cada um é permitido participar da dança!
Aquele que não compartilha da dança toma erroneamente o evento!
Desaparecerei e eu permanecerei.
Adornarei e serei adornado.
Serei compreendido e compreenderei.
Uma mansão eu não tenho, mas mansões eu tenho.
Uma tocha eu sou para quem me percebe.
Um espelho eu sou para quem me compreende.
Uma porta eu sou para quem passa."
"Assim, enquanto respondem à minha dança, vejam-se em mim, o que fala. E quando percberem o que faço, mantenham silêncio a respeito de meus mistérios. Os que dançam, ponderem o que faço, mantenham silêncio a respeito de meus mistérios.
Os que dançam, ponderem o que faço, pois sua é esta paixão de humanidade que estou prestes a sofrer. Pois não poderiam de modo algum ter compreendido seu sofrimento, se eu não tivesse sido-lhes enviado como a Palavra do Pai. Quando virem meu sofrimento, vejam a mim como o sofredor; e ao vê-lo não permaneçam impassíveis, mas todos estremecidos.
Em seu esforço em direção à sabedoria, vocês têm a mim como leito: descancem em mim. Vocês saberão quem eu sou, quando eu partir. O que hoje pareço ser, eu não sou. Vocês verão quando cehgarem. Se soubessem como sofrer, seriam capazes de não sofrer. Olhem através do sofrimento e terão o não-sofrimento. O que não sabem, eu lhes ensinarei. Eu sou seu Deus, não o Deus dos traidores.
Eu trarei as almas dos santos em harmonia comigo. Em mim a Palavra da Sabedoria. Repitam comigo novamente":

"Glória a ti, Pai!
Glória a ti, Palavra!
Glória a ti, Espírito Santo!"
"E para que compreendam o que eu sou, saibam isto: tudo o que eu disse, expressei graciosamente e não tive absolutamente vergonha disso. Eu dancei; mas no que toca a vocês, considerem o todo, e tendo-o considerado, digam":
"Glória a ti, Pai! Amém!"
E assim, tendo dançado conosco, o Mestre partiu.
E como homens que se perdem ou estão entorpecidos pelo sono, nós perambulamos de um lado para o outro. E eu, então, quando o vi sofrer, não suportei seu sofrimento e fugi para o Monte das Oliveiras, lamentando o que tinha ocorrido. E quando ele foi pregado na cruz, a escuridão recaiu na sexta hora sobre toda a terra.

*De acordo com a visão gnóstica, se o mundo é mau, seu criador era mau; seu criador foi exatamente Satã, que apareceu a Cristo no deserto e é o Jeová do Antigo Testamento. O correspondente budista é o tentador do Buda, Kama-Mara, de cujo Desejo e Medo surgiu o mundo.
(Continua... clique aqui para ler a Ressurreição de Cristo segundo o mesmo evangelho censurado)
Fonte: CAMPBELL, Joseph. As Máscaras de Deus - v. 3. Mitologia Ociental. São Paulo: Palas Athena, 1994.
Foto: Jesus Christ, por midiman

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Páscoa

Em comemoração à Páscoa, preparei uma série especial de postagens que investigam as várias verdades relacionadas à Morte-Ressurreição. Hoje falarei sobre o mito cristão e as origens da celebração da Páscoa, uma data importante tanto para pagãos quanto para judeus e católicos. Na sexta-feira da Paixão e no sábado de Aleluia, publicarei uma versão herege da história, contada pelo apóstolo João, que foi condenada pela Igreja Católica Apostólica Romana.

Páscoa Pagã
A antiga civilização de Creta, que teve seu apogeu entre 2500 e 1250 a.C. já possuía o mito do deus morto e ressuscitado, Dumuzi-absu (Filho Legítimo do Abismo no antigo idioma Sumério), que estava relacionado com duas poderosas deusas, a deusa Inana, dos vivos e a deusa dos mortos, a terrível Rainha do Mundo Subterrâneo Ereshkigal. Osíris era seu equivalente no Egito Antigo.
Na Grécia Clássica, posteriormente, surgiu deste mito egípcio, sumério e cretense a grande tríade dos Mistérios de Elêusis: Deméter (a deusa-mãe Terra), Perséfone (Rainha do Mundo Subterrâneo) e Adônis (Osíris-Dumuzi).
O grande senhor sumério da morte e do renascimento, Osíris-Dumuzi-Tammuz-Adônis é também relacionado ao touro, animal que na mitologia sempre se refere a mitos matriarcais e ao ciclo da Lua (ciclo menstrual de 28 dias=ciclo da lua), e ao deus grego Dionísio.
Assim, Dumuzi, Tammuz, Adônis, Dionisio e Osíris são encarnações do mito do deus morto e ressucitado, senhor do renascimento e redentor da humanidade.

Diferentes religiões e mitos, a mesma data
A data em que o mito pagão do deus morto e ressucitado era celebrado levava em consideração o ano solar e o ciclo lunar
Ciclo lunar: no décimo-quinto dia de cada mês lunar, o pôr da lua cheia (representada pelo touro lunar: sacrifício) confronta o brilho do sol nascente (Mitra Tauroctonus), que a atinge diretamente na terra. Depois disso, a lua míngua.
Ciclo solar: no equinócio da primavera, o dia e a noite se igualam, e a partir daí, o Deus Sol volta a reinar sobre a terra, pois os dias ficam mais longos.
Até hoje a Páscoa é celebrada no primeiro domingo depois da lua cheia seguinte ao equinócio da primavera (no hemisfério norte, de onde tais mitos são provenientes). Simboliza assim, a morte do Deus-lua, filho-esposo da Grande Deusa do Mundo Inferior, e seu renascimento como Deus-sol, filho-esposo da Grande Deusa Terra.

Páscoa dos Judeus
A festa da Páscoa judaica, chamada Pessach (Passagem), celebrada pela primeira vez em 621 a.C., em comemoração ao Êxodo (passagem dos judeus do Egito para a Terra Prometida], ocorre na mesma data da ressureição anual do deus Adônis. Tanto no culto pagão [à Adônis] quanto no cristão, a ressureição é de um deus, ao passo que no judaísmo, é [a ressureição] do Povo Escolhido.
Enquanto em outras religiões o princípio da vida divina é simbolizado por um indivíduo divino (Dumuzi-Adônis-Átis-Dionisio-Cristo), no judaísmo é o Povo de Israel, cuja história mítica exerce, desse modo, a função que em outros cultos pertence a uma corporificação ou manifestação de Deus.

O Cristo Ressucitado
O evento mitológico recorrente da morte e ressurreição de um deus, que fora por milênios o mistério central de todas as grandes religiões do Oriente Próximo nuclear, tornou-se na doutrina cristã um evento temporal, que ocorre apenas uma vez e marcara o momento da transfiguração da história. Pela Queda de Adão junto à Árvore do Jardim, a morte havia chegado ao mundo. Pela aliança de Deus com os Filhos de Israel, um povo foi preparado para receber e encarnar o Deus Vivo. Por intermédio de Maria aquele ser divino chegara ao mundo, não como mito, não com símbolo, mas em carne e osso, historicamente. Na cruz ele proporcionou aos olhos e ao coração um sinal silencioso, que foi interpretado distintamente à luz dos diferentes pontos de vista das diferentes seitas, mais foi para todos - seja qual for a interpretação - uma força prodigiosa tanto afetiva quanto simbólica.

O fato é que apenas duas décadas após sua morte, a Cruz do inspirado e inspirador jovem anunciador do Dia de Deus, cruxificado sob a administração de Pôncio Pilatos (o procurador romano da Judéia de 26 a 36 d.C.), já tinha se tornado, para seus seguidores, o símbolo compensatório da Árvore da Queda no Jardim.

Os primeiros documentos cristãos que chegaram até nós são as cartas de Paulo, 51 a 64 d.C., escritas a seus connversos das agitadas cidades mercantis helenistas [gregas], nas quais ele introduzia a nova fé. Nelas, a imagem fundamental da Queda pela Árvore e Redenção pela Cruz já estava definida firmemente:
Com efeito, visto que a morte veio por um homem, também por um homem vem a ressurreição dos mortos. Pois, assim como todos morrem em Adão, em Cristo todos receberão a vida.
( I Epístola de Paulo aos Coríntios -15:21-22 - cerca de 54 d.C.)
Páscoa dos Católicos
Tendo conquistado para si todo o império por volta de 324 d.C., Constantino, o Grande, começou a consolidá-lo em um único bloco espiritual [unificando assim os fundamentos da Igreja Católica Apostólica Romana]. Anos antes, o ainda pagão Constantino teve uma visão de Cristo, às vésperas de uma batalha decisiva. Ele viu no céu uma cruz brilhando. Na noite seguinte, Cristo apareceu-lhe e o mandou adotar tal símbolo como seu estandarte; o que ele fez e, conquistando a vitória, manteve lealdade à cruz.
Sua primeira atitude ao se tornar Imperador foi extirpar as heresias. Com essa finalidade, convoucou em 325 o Concílio de Nicéia. Mais de 300 bispos compareceram, de todas as províncias do domínio. Após um sermão do imperador sobre a necessidade de unidade, eles iniciaram o trabalho, primeiro fizando uma data para a Páscoa e, em seguida, definindo o credo do Catolicismo e o cânone estabelecido.
Ironicamente, a religião do Redentor sofreu durante toda a história a degradação de sua identificação com a política.

A Gnosis censurada pelo Concílio de Nicéia
Entre as heresias banidas pela reunião promovida por Constantino, a corrente gnóstica foi uma das congregações mais perseguidas.
Em uma Carta do apóstolo Paulo à Colossas, na Ásia Menor, por volta de 61-64 d.C., ele adverte seu rebanho dos perigos das seitas cristãs gnósticas. Constantino e seu Concílio eliminaram todo vestígio de gnose (gnosis=verdade) no Novo Testamento.


Manuscritos do Mar Morto e outros achados recentes

Assim como os Manuscritos do Mar Morto [escritos pelos essênios], cerca de 38 obras gnósticas coptas foram encontradas no Alto Egito em 1945. Dentre elas, "A Sabedoria de Jesus Cristo", "O Apócrifo de João" e "O Evangelho de Maria".
Foi encontrada também, parte de uma obra com influência gnóstica e ortodoxa conhecida como os "Atos de João", atribuída ao suposto autor do Quarto Evangelho, e freqüentemente citada, foi lida em voz alta no Concílio de Nicéia e formalmente condenada. A passagem lida no Concílio foi justamente a que relatava a Paixão de Cristo e sua Ressurreição. Não perca esta versão condenada pela Igreja Católica, aqui no Irradiando Luz!

Para saber mais, leia também: Mensagem de Páscoa, do blogue Simplesmente SER o UM no TODO-UM.

Fonte: CAMPBELL, Joseph. As Máscaras de Deus - v. 3. Mitologia Ociental. São Paulo: Palas Athena, 1994.
Fotos: Crucifixion of Jesus, por _emile_; Mar Morto, por Gabriel Dread.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pedagogia Montessori

Estudei em escola Montessoriana, a PRIMA - Escola Montessori de São Paulo, durante 15 anos da minha vida (de 1 ano de idade até o fim da oitava série: a escola não possui ensino médio) e sou completamente adepto dos princípios montessorianos.
Se sou quem sou, devo muito disso à minha escola… revolucionária…
Mas o que é a Pedagogia Montessori?
O Blogue Materna SP responde:
Pedagogia Montessori
Permitir à criança formar seu próprio conhecimento é também uma prerrogativa da escola montessoriana. Para a fundadora da escola, a italiana Maria Montessori, as crianças são talentosas, curiosas e criativas quando trabalham com algo que prende seu interesse e que elas mesmas escolheram explorar. Os professores devem ser guias que ajudam o aluno a aprender como aprender por si só, estimulando-o a desenvolver seu potencial humano. O espaço escolar deve ser o “reino da criança”, onde ela tem autonomia para agir e responsabilidades com que arcar. Desta forma, a proposta montessoriana é que a criança aprenda a viver em comunidade, de modo maduro, ajudando os menores, guardando os brinquedos depois de brincar, limpando o que sujar, sabendo esperar, respeitando e sendo respeitada. A sala de aula montessoriana é um pequeno “meio ambiente” com o máximo de recursos possível, pois acredita-se que a criança constrói seu conhecimento por meio da percepção, explorando e manipulando objetos com liberdade, trabalhando sozinha ou em grupo, sem prejudicar os outros nem estragar nada, e devolvendo o material que estiver usando ao seu devido lugar após finalizar seu trabalho.
por Eduardo Viana*
Maria Montessori (1870-1952), nasceu na Itália. Formada em medicina, direcionou a carreira para a psiquiatria e logo se interessou por crianças deficientes.Devido sua formação médica teve fortes influências positivistas, acreditava na experiência sensível externa que dá ao homem o progresso da inteligência, para que ele possa deixar de egoísmo e viver também para os outros.
Para ela a educação deve ser efetivada em etapas gradativas, respeitando a fase de desenvolvimento da criança, através de um processo de observação e dedução constante, feito pelo professor sobre o aluno. Na sua visão a criança é pré-disponibilizada para aprender mesmo sem a ajuda do alheio. Segundo Montessori , na sala de aula o professor é uma espécie de orientador que ajuda a direcionar o indivíduo no seu desenvolvimento espontâneo, para que o mesmo não desvie do caminho traçado, assegurando a livre expressão do seu ser, sua exigência com o professor era: RESPEITO À CRIANÇA.
O educador educa através de ATITUDES, que servem como apoio/referencial para criança. Isso mostra sua preocupação com o bem-estar e social da criança e também com o aspecto prático da educação. Ainda segundo ela, a criança aprende mexendo-se (aprendizagem-movimento) num ambiente previamente preparado. Sua escola foi totalmente adaptada para atender as necessidades da criança, favorecendo a independência do aluno.
DESCOBRIR O MUNDO PELO TOQUE
Maria Montessori defendia que o caminho do intelecto passa pelas mãos, porque é por meio do movimento e do toque que os pequenos exploram e decodificam o mundo ao seu redor. Muitos dos exercícios desenvolvidos pela educadora objetivam chamar a atenção dos alunos para as propriedades dos objetos (tamanho, forma, cor, textura, peso, cheiro, barulho). Ela desenvolveu os materiais didáticos, objetos simples, mas muito atraentes, e projetados para provocar o raciocínio. Há materiais pensados para auxiliar todo tipo de aprendizado, do sistema decimal à estrutura da linguagem.
Exemplos desses materiais: blocos maciços de madeira para encaixe de cilindros, blocos de madeira agrupados em três sistemas, encaixes geométricos, material das cores, barras com segmentos coloridos vermelho/azul, algarismos em lixa, blocos lógicos, material dourado, cuisenaire, ábaco, dominó, etc.
Centrada numa postura psicológica sensorial, a base de seu trabalho se dava através de estímulos externos, determinados e orientados para cada objetivo a ser desenvolvido, da forma seguinte:
1 - Educação básica - feita através de tabelinhas de diferentes qualidades, pesando 24, 18, 12 gramas.
2 - Educação estereognóstica - reconhecimento de objetos pelos sentidos musculares e táteis, através de exercícios feitos com os olhos fechados.
3 - Educação do olfato e do paladar - exercícios muito simples: são apresentadas varias substâncias diferentes as quais as crianças cheiram ou provam, com os olhos vendados para identificá-las.
4 - Educação táctil e térmica - consiste em desenvolver as habilidades pelo tato, a agilidade, noções de higiene, sensibilidade do calor, sentidos térmicos e táteis. Para isso utilizavam-se materiais de diferentes superfícies, tecidos diferentes, tigelas cheios de água em temperaturas diferentes.
5 - Educação da vista - tem como objetivo conduzir a criança a observar e perceber distâncias e cores, utilizando os seguinte materiais: caixas com cartões, encaixes sólidos, objetos de diferentes tamanhos e espessuras.
6 - Educação do ouvido - realizada através de exercícios que servem para a aquisição da linguagem treinando a atenção e reconhecimento dos sons, utilizando apitos, caixinhas cheias de material diferentes e campainhas. Com educação do ouvido, cria-se um introdução para a iniciação musical, gestual e de atitudes.
7 - Lição do silêncio - em que as crianças são levadas a observar ruídos - desde o voar de uma abelha até o barulho percebido num parque.
Tais exercícios têm como objetivo fazer com que a criança ganhe concentração e disciplina.
Todos os exercícios motivadores são praticados com material aconselhável para educação dos sentidos.
Alguns desses materiais são auto-didáticos, isto é, possibilitam à criança, ao trabalhar com eles, observar seus próprios erros .
Uma das maiores contribuições de Montessori é seu material dourado, usado para auxiliar o ensino e aprendizagem do sistema de números decimais e operações fundamentais.
No ensino tradicional as crianças “dominam” os algarismos a partir de treinos cansativos, mas não compreendem o que estão fazendo. Com o Material dourado as crianças passam a ter uma imagem concreta facilitando a compreensão desenvolvendo um raciocínio e aprendizado mais agradável.
Os Materiais montessorianos
1 - Material das contas - destinado a representar os números sob forma geométrica. As unidades são representadas por pequenas contas amarelas; a dezena (ou número 10) é formada por uma barra de 10 contas enfiadas num arame bem duro. É repetida 10 vezes em 10 outras barras ligadas entre si que formam o quadrado de dez somando o total de cem.
2 - Material dourado - constituído por cubinhos, barras, placas e cubão. O cubo é formado por 10 placas, a placa é formada por 10 barras e a barra é formada por 10 cubinhos. Esse material é feito de madeira.
Vantagens
A fase mais visada é de 0 a 06 anos, na qual, segundo Montessori, se formavam a inteligência e o complexo das faculdades psíquicas. De 03 a 06 anos, a criança conquista conscientemente seu meio ambiente; assim, um ambiente preparado permite à criança fazer escolhas e responsabilizar-se por sua própria aprendizagem, aprendendo a compartilhar e a esperar.
Muitas das técnicas são possíveis de serem realizadas em casa.
Desvantagens
Os materiais são caros. Mas podem ser confeccionados se houver conhecimento do material original.
Saiba mais (em inglês)
Aonde encontrar os materiais para download:
*adaptado de http://www.somatematica.com.br/artigos/a14/ e de http://www.conteudoescola.com.br/site/content/view/84/39/

Foto: Fingerpaint 10, por flaviloka.


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